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7 Novembro, 2019 hélio cabral | marketeer

“Trabalho, esforço e dedicação compensam”​

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Se a tua vida fosse transformada numa história, qual seria o título?

Bem-vindo ao meu hospício, onde sou louco por marketing vitaminado.

Afinal é esta loucura saudável e apaixonante que me move e inspira todos os dias, onde os protagonistas principais são todos aqueles que aceitam o desafio de partilhar comigo esta louca viagem.

Quando eras pequenino, o que querias ser?

É um cliché, mas queria ser o que a maioria das crianças do sexo masculino deseja: polícia ou bombeiro.

É visível que não segui nenhuma delas, mas na verdade muitas vezes até parece que sou bombeiro, tal a quantidade de “fogos” para apagar (sorrisos).

Sobre isto tenho um episódio que poderia ter sido muito grave. Tinha cinco anos, vivia na altura em Góis (devido à profissão do meu pai, percorri diferentes regiões de Portugal) e com uns amigos construímos uma espécie de cabana com cedros e o interior forrado a jornal. Um dia pegámos fogo à cabana para vermos os bombeiros em ação… ups, que estas crianças irresponsáveis não pensaram muito no que podia ter acontecido 😊

Qual foi o teu primeiro trabalho? O que aprendeste com isso?

Foi uma fase da minha vida que recordo com um grande sorriso na cara. Tudo começou numas férias de verão em que os meus pais me convidaram a ir trabalhar, já que tal nunca tinha acontecido. Tinha na altura 17 anos. Começa então a minha aventura no Cash & Carry Santos Cavaco (um negócio muito familiar, mas próspero) em Santa Maria da Feira, atualmente Recheio. Fui para uma das secções mais duras, passar as compras dos clientes de um carro para outro nas caixas de saída.

Seria apenas para trabalhar no verão, até ao dia em que o Sr. Simão Cavaco (um dos filhos do dono) me aborda na caixa e diz para o acompanhar. Começava ali uma nova fase dentro do Cash & Carry… fui substituir o Sr. Fernando que tinha ficado de baixa. Era a pessoa do telefone, que geria as reuniões com os fornecedores e conferia as faturas. E de um trabalho de verão, passou a algo mais sério, condições muitos interessantes para a época e um bom ambiente de trabalho. Passei a full-time e os estudos passaram para a noite.

Oito meses depois chega o Sr. Fernando, uma das pessoas daquela altura que ainda hoje mantenho contacto. Durante o período normal de o colocar ao corrente do trabalho, numa manhã ao chegar para mais um dia de trabalho, sou chamado pelo Sr. Manuel Cavaco, o homem forte daquela casa. Com algum receio entro no seu escritório e, quando saí, nem estava a acreditar no que tinha acabado de acontecer. Foi-me dito que estava na altura de ganhar mais responsabilidades na empresa e assim passei a Gestor de Negócios e a trabalhar diretamente com a sua filha, Manuela Cavaco, responsável pela parte financeira da empresa. Nunca vou esquecer que passados uns dias desta “promoção”, estava a arrumar o meu futuro escritório e por lá encontrei uma trotinete. Não consegui resistir e andei nela. E quem passa por lá nesse momento? O Sr. Manuel Cavaco. Sim aquela pessoa que me disse que estava na altura de ganhar mais responsabilidade lá dentro… Nem sabia onde me meter. Ele olhou para mim e seguiu caminho. Ainda hoje me arrependo de me ter despedido, adorei trabalhar naquela casa, ganhava bem, era acarinhado por todos e até era tratado por “meu menino” por uma das donas.

Depois de ter saído, ia lá visitar sempre que possível e quando me viam, a pergunta era sempre “vens para cá novamente?” Nada me deixava mais feliz, afinal era sinal de que deixei a minha marca de forma positiva. Numa dessas visitas, o Sr. Manuel informou-me que os meus colegas iam ter um novo patrão, o Recheio acabara de comprar o Santos Cavaco.

Resumindo, o que aprendi? Que o trabalho, esforço e dedicação compensam. Aquela experiência de três anos moldou-me e ensinou-me que é preciso colocar “as mãos na massa” para crescer.

Além disso, éramos uma espécie de família, onde todos nos ajudávamos sempre que necessário e comecei ali a perceber a importância do trabalho em equipa e cooperação.

Não tenho qualquer problema em dizer que nos últimos anos conduzi empilhadores, pensei e montei stands, até debaixo de chuva aconteceu (não estava previsto e no dia seguinte iniciava a Feira Nacional de Agricultura), percorri milhares de km de carro em Portugal e Espanha, preparei espaços de norte a sul em clientes para realização de workshops, fiz diretas e muito mais. Fazia o que era preciso para fazer acontecer. E as coisas aconteciam, sempre com a ajuda das mesmas pessoas fantásticas e genuínas.

Já agora, se me permites, gostava de destacar um episódio através das palavras da Teresa Secco, que aconteceu no ano passado e que espelha bem eu não ter problemas em colocar as mãos na massa e envolver todos os que me rodeiam para alcançar o que é preciso.

“Quando cheguei, Hélio e convidados, muito divertidos, empurravam a carrinha das natas. Esta não quis cooperar, mas acabou no sítio certo e as natas estavam óptimas!

Este pequeno detalhe demonstra bem a raça do amigo Hélio, que arregaça as mangas e mobiliza todos à sua volta.”

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=eSduH49xE80

Quando é que percebeste que o Marketing era a tua paixão? 

Durante os três anos que estive no Cash & Carry Santos Cavaco, mantive de perto contato com grandes marcas que todos conhecemos do mundo do retalho, as suas ativações e não só… foi aqui que começou a paixão pelo mundo encantado do marketing 😊

Além disso, por vezes auxiliava nos folhetos da marca própria “Perto e Fresco”, que existia nos Cash and Carry’s, desenvolvida pela Uniarme e Unimark.

Esta experiência serviu de estímulo para, dois anos mais tarde, aceitar o desafio de estar à frente de um departamento de marketing que tinha começado a dar os primeiros passos. Desde 2005 foi o meu projeto profissional até decidir dedicar-me a 100% ao “hélio cabral | marketeer”, há dois anos e meio.

Conta-me uma história que tenhas vivido em trabalho e que te tenha deixado ao estilo do Leonardo DiCaprio, no “Titanic”, a dizer que é o rei do mundo. 

Sempre fui um apaixonado por tecnologia e um dos objetivos, quando aceitei o desafio de estar à frente do departamento de marketing, durante 12 anos, de uma empresa que operava num setor tão tradicional e ao mesmo com tantas potencialidades, foi torná-lo mais tecnológico, de forma pioneira.

Na altura dos PDA [Personal Digital Assistant], a equipa comercial já realizava relatórios e encomendas através de um software criado à medida. Como empresa líder em Portugal, a inovação tinha de ser constante e não só nos produtos. Atento ao que poderia ser o futuro, trabalhei na implementação de numa loja online num mercado competitivo, principalmente por players externos.

Fomos a primeira empresa do setor a implementar a venda online e em 2007 esse esforço foi reconhecido, com a distinção do prémio “Iberflora Innovación”, durante a feira Iberflora – Feira Internacional de Valência, atribuído a empresas que contribuíam para o desenvolvimento do setor. Foi uma conquista não só para a empresa que representava, mas também para Portugal, já que éramos a única empresa portuguesa a concorrer.

E muitos mais projetos seriam pioneiros e ficaram na gaveta. Mas isso daria outras histórias, envoltas num misto de tristeza e alegria 😊

E uma história que preferias não ter vivido. 

Algo que preferia não ter vivido não me recordo. Acredito que tudo o que nos acontece tem um propósito, mas se conseguisse voltar atrás no tempo muito provavelmente não me teria despedido do primeiro emprego. Ou não teria colocado o segundo emprego à frente de tudo, família incluída e de mim próprio.

Quem é que te inspira? 

O marketing é a minha inspiração. Mas aquele que é humano e genuíno como o algodão, que não engana.

Inspira-me a natureza nas suas mais variadas formas e a árvore em particular.

Sendo o marketing e estratégia o meu foco, com tantos termos, digitalização e ferramentas, a árvore é a metáfora perfeita para demonstrar de uma forma simples, todo o universo de soluções que existem, ordem e prioridades.

A árvore representa também a contínua evolução, o crescimento sustentável, sempre em ascensão. Uma marca forte é como uma árvore: para crescer precisa de cuidado constante para colhermos o resultado pretendido.

Estão dispostos a plantar? Ou querem apenas colher? Lembrem-se que só vão colher o que plantarem 😉

Inspira-me inspirar, sejam clientes, parceiros, amigos, conexões…

Inspira-me o Futuro.

Quando não estás a trabalhar, o que te relaxa?

Sou um rendido ao sofá e bons filmes, séries ou documentários.

Ler também faz parte, principalmente se for na praia ou no exterior, como espaços verdes. Porque para estar fechado dentro de quatro paredes, já basta quando estou a trabalhar.

Adorava ser menos medricas e arriscar em atividades de maior adrenalina, mas enquanto isso não acontece (sinceramente não acredito que vá acontecer), desportos como futebol e ténis é algo que aprecio e pratico. E uma bela caminhada pela natureza, sempre que possível.

Sou um fã da prática de modelismo, atividade que deixei há uns anos, que desperta bastantes emoções e espero muito em breve retomar. Ahh, só tem piada com amigos. Pronto, tá bem, concorrentes também 😉

Como é um dia teu de trabalho?

Verdadeiramente vitaminado. Mas não com umas vitaminas quaisquer. Afinal são as minhas vitaminas de marketing, que não têm hora nem local para serem ingeridas pelos clientes que apostam em tomá-las. São maioritariamente aplicadas a partir de casa, mas por vezes é preciso que o seja nas próprias instalações dos clientes.

Sustentadas por planeamento com ação, complementam-se e funcionam muito bem quando administradas em conjunto, como verdadeiras estratégias de marketing multicanal.

No dia em que morreres, que história vai estar escrita na tua lápide?

Nenhuma 😊 Porque quando morrer, quero ser cremado. A minha estória, essa, quero de alguma forma deixar a minha marca e que esta prevaleça eterna.

 

hélio cabral marketeer marketing digital

 

Obrigado pelo desafio, Mónica Menezes.

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