fbpx
15 Julho, 2019 hélio cabral | marketeer

Concorrência precisa-se e é saudável

  • Partilhar

De manhã cedo, investi um pouco do meu tempo para circular pela Cidade da Maia. Não só para tomar um belo café na rua, mas também perceber como os concorrentes da Mercadona, que abre por cá hoje, se prepararam para a sua inauguração.

Porque a concorrência é saudável e precisamos dela?

É verdade, a concorrência é tão saudável que precisamos dela para nos agitar, fazer “mexer”, saindo da “zona de conforto”.

Como referi, a Mercadona abre a sua terceira loja em Portugal hoje aqui na Cidade da Maia.
Numa altura em que 46% das vendas dos supermercados em Portugal são feitas através de promoções, este “gigante”espanhol destaca-se por não ter promoções ou cartões de fidelização. Ficamos então curiosos para perceber se a estratégia irá ou não mudar por cá.

A verdade é que segundo analistas de retalho, a Mercadona pode vir para Portugal e dar-se ao luxo de estar vários anos a perder dinheiro, com uma estratégia de preços agressiva que obrigue a Jerónimo Martins e a Sonae (e todos os outros) a baixarem ainda mais os preços”.

Há quem defenda que serão  um “potencial game changer do mercado nacional”, por vários motivos, onde se destacam os seus produtos de marca própria e a proximidade com os produtores nacionais.
Torna-se então curioso e até engraçado perceber a reação dos imensos concorrentes que já existem, num setor que se diz “tranquilo”.  Aqui na Maia temos o Continente, Jumbo, Pingo Doce, Aldi, Lidl e Minipreço. Não falta nada!

Começando pelo Continente, este focou a sua estratégia na “Loja com tudo aos preços mais baixos” e a “Loja que apoia a produção nacional”.

Para veicular a sua estratégia, recorreu a vários muppies e alguns outdoors, bem como a carrinha que circulava pela cidade e outras vezes estava parada em pontos com maior afluência de trânsito.

Já o Lidl aproveitou para destacar a sua insígnia com a “máxima qualidade, melhor preço” com publicidade móvel pela cidade, alguns muppies e mega outdoors nos topos de alguns edifícios, como esta que partilho.

Pingo Doce também recorreu aos muppies para comunicar algumas campanhas promocionais e promover a sua loja junto da Mercadona, como podemos verificar na fotografia.


Também recorrendo aos muppies, o Aldi optou por comunicar “O sabor da frescura”, que podemos encontrar nas lojas, bem como aproveitar as ofertas e surpresas. A publicidade móvel foi também uma escolha, mas com a particularidade de estar parada muitas vezes numa zona chamada “Portas da Maia”. É onde passam muitos automóveis e a enorme rotunda permite estar parado sem interferir com o trânsito.

Por fim o Minipreço, que para comunicar aquele desconto extra de 20% em várias gamas de produtos, optou apenas pela publicidade móvel, com umas motas e atrelados. De vez em quando lá estavam paradas no centro da cidade, como podem ver na foto.

Conclusão:

Já é normal a “guerra” entres todos estes hipermercados, que trabalham bastante o seu “share-of-voice”, principalmente nas cidades com mais população.
A entrada de um novo player no mercado e logo um grande de Espanha, obriga claramente a reforçar aquela que tem sido a mensagem ou foco até então, ou aproveitar para realizar campanhas específicas para vender mais.

O poder da concorrência: nem tudo são más notícias, antes pelo contrário.  Certo é que com a entrada de um novo concorrente quem ganha não é apenas o consumidor, que vai conseguir melhores preços e mais oferta, mas também os concorrentes que podem aproveitar esse fator para vender mais nesta fase de implementação do seu concorrente, aproveitando para reajustar a sua estratégia face ao que o concorrente está a fazer e até procurar antecipar o que virá a seguir.

 

Na minha humilde opinião, em Portugal falta muita “concorrência à séria” em diversos setores e sem generalizar, permite “brincar às empresas”. E não estou com isto a dizer que as empresas portuguesas estão mal, mas podiam certamente estar bem melhor.

Assim todos ganhavam, incluindo valorizar quer os profissionais de marketing, quer a importância do próprio marketing nas empresas, que vai muito além de “catálogos e websites” 🙂
E claro, valorizar acima de tudo os principais ativos, os recursos humanos.

 

Curioso: Não vi nenhuma ação do Jumbo e não me recordo de ser impactado com publicidade no mundo digital…

 

8 razões pelas quais devemos analisar a concorrência:

• Obter uma visão geral do setor
• Analisar e até antecipar necessidades / ações da concorrência
• Conhecer melhor o potencial dos clientes
• Procurar conteúdo para inspiração
• Analisar e comparar a performance no mundo digital
• Aprender com os erros e sucessos
• Gerar leads de clientes insatisfeitos
• Identificar possíveis influenciadores da indústria

Já estamos ligados?
error
, , ,

  • Partilhar




Comentários

%d bloggers like this: